Minha vida e o RPG - reflexões por Túlio Pontes

Olá, roladores de dados! Estive conversando recentemente com um conhecido sobre quando o Stephen Hawking morreu e o quanto o campo científico sentiu essa perda. Daí que essa pessoa a qual eu estava conversando disse que não fez questão pois não era o tipo de pessoa que a influenciava, mas se fosse outra lá iria sentir pois tem mais apreço por ela e afins. Enfim, uma coisa levou a outra e entramos no assunto de pessoas que nos influenciam e acabei por citar Eduardo Spohr — escritor brasileiro de fantasia e jogador de RPG — e o quanto esse cara teve um impacto significante em minha vida, já que meu gosto por literatura teve crescimento por conta de seus livros e saber que o RPG esteve presente na vida dele me fez ter um apreço maior ainda pelo cara. Após isso entramos no mérito do RPG e por que eu gosto dele.

Quando eu era garoto e até os meus 16 anos — mais ou menos — a timidez era algo que constantemente me assolava. Falar em público já me provocava pernas trêmulas e uma certa gagueira (piorava mais ainda pois tenho língua presa) e olhar para as pessoas populares me provocava uma certa tristeza, já que eu queria ter aquela vontade de ser mais sociável, conversável e aberto. De certo modo talvez fosse inveja, mas não entra na questão aqui. A questão é que certa vez estive com um amigo meu, dos poucos, em minha casa e iríamos fazer alguma coisa randômica como sempre. Daí meu irmão, o qual é mais velho que eu oito anos, sugeriu juntar uma galera para jogar RPG e eu só tinha uma noção do que era isso pois ele jogava com os amigos dele quando eu tinha uns três ou quatro anos; juntei meus poucos amigos e fomos jogar.

Comecei então a consumir mais ainda o conteúdo do sistema e cenário que jogávamos, as expectativas para o fim de semana eram altas com salgadinho barato e refrigerante pra noite toda. E foi assim que comecei a jogar, depois mestrar, montar minhas próprias mesas e trazer uma galera nova para o RPG no geral; algumas pessoas eram bons jogadores, outras não tanto, mas não é o ponto que quero tocar. O ponto é que, dentro de um ano, eu descobri que mais pessoas em minha cidade — cidade pequena e do interior — jogavam RPG e meu nome começou a ser meio que uma referência aos poucos. Quando conhecia alguém, o assunto de RPG rolava mais solto que paladino num cemitério de necromante.

O resultado de tantas jogatinas e conversas sobre o assunto é que hoje eu sou mais sociável, tenho mais carisma (mais ou menos uns 15 pontos :v), oratória, paciência, eloquência e outras coisas que são extremamente importantes para a minha profissão — professor — que eu não tinha em meu período escolar, mas tanto almejava. Sendo assim, meu ponto com esse texto é falar que se não fosse o RPG, minha socialização com as demais pessoas poderia ser mais atrasada e muito do que faço hoje talvez eu não faria. Então faço que uma proposta para vocês: até que ponto o RPG tem impacto em vossas vidas?

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Classe/Nível: Professor 4º nível, tradutor 3º, Boêmio 5º.