Syndrome 2117

O jogo Syndrome 2117 é um RPG brasileiro com previsão de lançamento para junho de 2019. Ele está sob financiamento no catarse aqui e nós do R2PG entrevistamos os criadores para mostrar a nossos leitores o que esperar deste projeto e por que vale a pena investir nele.

Syndrome 2117

O Syndrome é um RPG inovador e completo, com um sistema semelhante ao sistema d20, tornando o entendimento das regras mais fluído.

100 anos após o Holocausto Eletrônico, corporações tomaram o controle dos Estados, tendo assim controle sobre as leis, ao interesse delas, deixando de lado a maior parte da população. Em seus arranha-céus ou em suas casa de luxo, os corporativistas observam o neo-proletariado, enquanto isso nas ruas a população age como se nada estivesse acontecendo, muitas vezes fechando os olhos para o caos, e a completa anarquia que se instaura lentamente nas ruas das cidades mais baixas.

Holocausto Eletrônico foi como chamaram o período de tempo no qual o vírus Syndrome afetou mais severamente os circuitos eletrônicos. Esse programa invasor foi criado por uma organização secreta, que alegava estar evitando a Terceira Guerra Mundial – que devido às tensões da época, estava prestes a ocorrer. Os criadores do Syndrome, embora expressassem suas ideias em público, nunca foram pegos. Alguns acreditam que o vírus fora inventado pelas corporações, outros alegam ter provas de que o Syndrome fora uma tentativa falha de guerra cibernética, o que acabou por infectar todos os sistemas eletrônicos.

Cientistas de diversas áreas persistem em estudar o vírus, que até a contemporaneidade afeta a eletrônica. As últimas descobertas apontam para um algorítimo no vírus que o potencializa em equipamentos bélicos, o que faz total sentido com o anúncio de uma paz forçada pela organização misteriosa por trás do vírus. Essas descobertas levaram à criação do Fator Syndrome, um cálculo feito para padronizar as incidências de sintomas em equipamentos eletrônicos que podem ser relacionados ao famoso vírus.

Entrevista

R2PG: Quem são vocês? Nome, idade, ofício?

João Vítor: Me chamo João Vítor, tenho 20 anos e sou fotógrafo.

Ciro Borges: Me chamo Ciro Borges, tenho 21, sou designer gráfico e editor audiovisual.

R2PG: De onde vocês se conhecem?

João Vítor: Na verdade nós somos primos, então nos conhecemos desde o primeiro ano de vida, praticamente.

R2PG: Como foi o primeiro contato com RPGs?

Ciro Borges: Eu conheci na escola, alguns amigos estavam jogando um jogo estranho e me interessei. Eles estavam jogando o 3D&T. Desde aquele época jogo.

João Vítor: Eu Sou fã de Senhor dos Anéis desde cedo, então foi questão de tempo até eu descobrir D&D. Nessa época, houve um evento de anime na minha cidade, no qual havia um exemplar da caixa para iniciantes da famigerada 4ª edição de D&d. Como eu não conhecia muito sobre o mundo dos RPGs, comprei essa caixa, e mesmo hoje sabendo que não é nem de longe uma das melhores edições do jogo, sou grato à 4ª ed. por ter me inserido no RPG.

Ciro Borges: Fato curioso é que ele gosta mais de medieval e eu prefiro mais os Sci-fi.

R2PG: Quais são seus sistemas favoritos?

João Vítor: Em primeiro o D&D 2ª ed., que comecei a mestrar há 3 anos e não muito atrás o nosso próprio sistema, o SYNDROME.

R2PG: Como surgiu a ideia de criar um sistema próprio?

Ciro Borges: Há mais ou menos 2 anos eu estava pensando em criar um RPG. Estava pensando em qual estilo poderia escrever, quando perguntei a João Vitor se ele gostaria de criar um RPG e escrever um livro. Decidimos criar um sistema bom pra jogar, fácil e rápido de aprender, mas também completo.

R2PG: Por que a temática cyberpunk?

João Vítor: Percebemos que não havia nenhum sistema atual que se encaixasse com a nossa forma de jogar. É claro que existem os clássicos como o Cyberpunk 2020 e o RPG nacional Millenia, mas ambos são defasados. E também essa temática em específico foi escolhida pois gostaríamos de ampliar nossos horizontes em questão de cenários.

R2PG: Qual a principal influência de vocês em relação ao sistema?

João Vítor: Com certeza o D&D. O SYNDROME, assim como o primeiro, tem uma jogabilidade extremamente fluída.

Ciro Borges: Bom, o que mais nos influênciou foi o D&D, sua facilidade e rapidez de aprendizagem.

R2PG: E em relação à temática? Tem livro, filme ou jogo de mesa em que vocês se inspiraram?

João Vítor: Andróides Sonham com Ovelhas Elétricas?  É a nossa maior inspiração nesse ponto.

Ciro Borges: Mas claro, Matrix e1984, são algumas outras influências.

R2PG: Vocês já fizeram alguma campanha com o SYNDROME?

Ciro Borges: O João Vitor está mestrando uma campanha atualmente para mim e outros 2 players.

R2PG: Vocês podem falar um pouco dos processos dessa campanha? Como foi a criação de personagens, teve algum cuidado especial devido ao sistema?

João Vítor: A criação dos personagens sempre é uma das melhores partes de uma aventura, e nesta não poderia ser diferente. Temos personagens muito diferentes entre si, um Viajante, um NetRat e um Mercenário. Os três, embora nada semelhantes, se dão bem entre si.
O nosso sistema se diferencia dos demais pelo Fator Syndrome, que altera a funcionalidade da maioria dos eletrônicos. O Mercenário, por exemplo, precisou desde o primeiro nível evoluir preferencialmente as perícias de combate com armas de fogo, para se tornar um exímio atirador. Dificilmente os players de nível baixo terão vida fácil no nosso RPG.

R2PG: Eu sei que está na página do catarse do jogo, mas nos dêem um pequeno resumo do cenário de SYNDROME.

Ciro Borges: SYNDROME 2117 se passa 99 anos no futuro. Devido ao crescimento do consumo, do controle das corporações sobre os estados, um grupo desconhecido de hackers decidiu criar um vírus que afeta principalmente equipamentos eletrônicos, para evitar uma 3 guerra mundial, mas devido a um erro, esse vírus saiu de controle e afetou a maior parte dos equipamentos eletrônicos do mundo, causando o holocausto eletrônico. Com o tempo a civilização foi voltando ao normal, criando novas tecnologias que evitam o máximo possível o vírus se manifestar, porém o vírus Syndrome ainda está nos equipamentos e continua se espalhando.

R2PG: E qual a trama da campanha de vocês?

João Vítor: Nessa campanha, uma jovem do interior dos EUA contrata os personagens para buscarem pelo seu irmão mais novo, o qual ela acredita ter sido levado pelo governo para experimentos secretos. Ela forneceu uma localização na costa oeste, enquanto eles estavam em NY, e para pouparem gastos, decidem ir por terra, ou seja, uma road trip pelos EUA. Isso foi muito bom pois tivemos a oportunidade de aplicar uma das particularidades do Syndrome, que é a possibilidade de utilizar cenários “irmãos” ao cyberpunk em certas missões, como foi o caso de uma vila no meio do Arizona que possuía características steampunk.

R2PG: Isso é realmente sensacional! E Ciro, como jogador, você tem liberdade para descrever cenas e ações ou isso é tarefa exclusiva do mestre?

Ciro Borges: Bom, no Syndrome nós somos livres para fazermos o que quisermos, agimos como uma equipe, ás vezes eu descrevo as cenas ações do meu personagem e outras o mestre descreve, tudo muito tranquilo, e esse modo de jogar, de descrever ações e cenas, acaba deixando o jogo mais envolvente e divertido.

R2PG: Com certeza! E a relação entre os personagens é puramente baseada no enredo ou há algum sistema de regras para isso (como os débitos em Desmortos, por exemplo)?

João Vítor: Nós fizemos puramente no enredo, mas também há tabelas com rolagem d100 para definir a afinidade de um NPC com o personagem.

Ciro Borges: A relação é baseada no enredo, de acordo com as ações dos personagens, com quem a gente se identifica melhor, como se fosse na vida real.

R2PG: O sistema usa dados com que frequência? Dá pra fazer alguma ação sem eles?

João Vítor:  O uso dos dados é muito frequente. Apenas as ações de sucesso automático não requerem rolagens.

R2PG: Como é a curva de evolução dos personagens? É fácil evoluir? Existe algum efeito colateral?

Ciro Borges: O personagem evolui de acordo com ações que realiza, o mestre no final da partida distribui o XP para cada personagem, no SYNDROME optamos por usar Pontos de Habilidades, que podem ser gastos na árvores de habilidades, que é um diferencial do jogo.

R2PG: Isso deixa os personagens muito customizáveis. Quais são as classes disponíveis?

João Vítor: As classes disponíveis são NetRats, Punks, Agentes, Técnicos, Viajantes, Empresários e Jornalistas.

R2PG: Classes nas empresas e na mídia abrem um leque muito maior de possibilidades de cenário! Com toda essa abrangência e um sistema que não dá colher de chá aos fracos, vocês consideram SYNDROME ideal para suspense/terror ou é mais voltado para a ação?

João Vítor: Bem, o suspense habita nas missões mais stealth, nas quais os jogadores não sabem se estão realmente escondidos ou se estão prestes a serem capturados pelos inimigos.

Ciro Borges: Mas a ação não fica de fora em cenários de perseguição, tiroteio e fugas, afinal, estilo cyberpunk tem que ter ação né?

R2PG:  Dêem detalhes sobre o crowdfunding. Quais os benefícios para quem investir?

João Vítor: Nós oferecemos nove opções de financiamento, que vão desde apenas colocar o nome do apoiador nos créditos do livro até acompanhar os passos da publicação do mesmo.

R2PG:  E quanto ao acabamento do livro, o que nos espera?

João Vítor: O Livro de Regras terá cerca de 260 em papel Couchê 90g. Todas as imagens serão coloridas.

Ciro Borges: Estamos no final da fase de projeto do livro, pretendemos utilizar capa dura, com verniz total, e alguns detalhes em fosco, todas as páginas coloridas, com bastantes ilustrações, afinal, livro de RPG sem ilustrações não dá né rsrs, e como estamos no final da fase de projeto, pode haver algumas alterações.

R2PG:  Para arrematar, há mais alguma coisa que as pessoas podem esperar de SYNDROME?

João Vítor: Uma das nossas preocupações foi com que o Livro de Regras tivesse uma vida longa, sem a necessidade de adquirir vários livros para conseguir avançar em campanhas grandes. Portanto, o Livro de Regras já possui uma imensa variedade de tabelas para o mestre, inimigos, equipamentos e etc. Porém, é claro que haverão livros que expandirão o universo SYNDROME.

R2PG: Tenho certeza de que será um ótimo exemplar na estante de qualquer rpgista.
Muito obrigado pela entrevista, sucesso aos dois e ao SYNDROME!

Ciro Borges: Obrigado vocês pela ajuda com a divulgação!

 

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Classes: Compositor 6º, Viajante para o Passado 4º, Leitura não-popular 5º